O ciclista norte-americano Lance Armstrong confessou, perante o Mundo, que venceu sete vezes a Volta à França com a ajuda de substâncias proibidas que aumentavam o seu rendimento físico. Ganhar uma vez a prova mais exigente do ciclismo internacional é um feito, duas vezes um sonho, três vezes só ao alcance de um sobredotado. Vencer sete vezes foi, desde logo estranho, mas os super-heróis são sempre bem-vindos às sociedades que precisam, e todas precisam, de ídolos imortais. Parece-me que mais do que o uso do designado doping, a revolta de todos os que idolatravam e/ou respeitavam Armstrong passa pela traição de um sentimento de amor por alguém que nos fazia acreditar que podemos alcançar o inimaginável numa vida real. O facto de o americano ser “casado com uma bicicleta”, mas andar a trai-la com uma “moto” durante tantos anos não tem perdão, para a maioria. Percebo a emoção e até o radicalismo, sim, nada se faz sem honestidade. Essa é a estrutura base de qualquer carreira profissional. Pensando a frio, o grande erro de Armstrong foi não ter sido honesto consigo mesmo, ele é que viverá para sempre com a mentira que “disse” à sua mente e ao seu corpo. Hoje é um Lance perdido, nada mais do que isso, infelizmente. Sem mágoas, nem ressentimentos, porque os super-heróis não andam por aí, só existem dentro de nós.
Pépa Xavier, proeminente blogger de moda, quer ter uma mala clássica da Chanel (marca de qualidade superior), que fica bem com tudo, segunda a própria. Para tal vai trabalhar, juntar dinheiro e comprar a dita. Godinho Lopes, presidente do Sporting Clube de Portugal, queria ganhar jogos e colocar o Sporting no lugar de respeito que merece. Com mais recursos que a jovem, “comprou” Jesualdo Ferreira, treinador clássico, de qualidade superior, que fica bem à frente de qualquer grupo de homens e começou a ganhar jogos. Numa época desportiva normal, três vitórias seguidas não seriam notícia num clube como o Sporting, mas esta temporada, até à data, são vistas como um feito. A equipa melhorou em quase tudo, chegou mesmo a entusiasmar, em determinados momentos dos jogos, os mais críticos e Jesualdo Ferreira tornou-se para o Sporting, em tão pouco tempo, o mesmo que a Chanel representa para a Pépa, um desejo concretizado de ter um treinador competente à frente da equipa, algo que não acontecia desde os tempos de Domingos Paciência. Não vai ganhar os jogos todos até ao fim da época, com certeza, mas a blogger, por mais que diga o contrário, também não consegue usar a mala em todas as ocasiões da sua vida.
Hoje Re-Bolamos em substâncias de alta qualidade